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Arquitectura

O século da arquitectura finlandesa

Escrito para Virtual Finland (actual thisisFinlandpor Marja-Riitta Norri, Arquitecta directora do museu de Arquitectura da Finlândia. Tradução: Jarna Piippo, Revisão Wanda Ramos

Estamos em 1957 e em Londres festeja-se a inauguração de uma exposição de arquitectura finlandesa contemporânea. É a primeira mostra organizada no estrangeiro pelo Museu de Arquitectura da Finlândia, fundado no ano anterior, e recebe calorosos aplausos do público britânico. Tanta atenção como os edifícios, situados harmoniosamente no meio da natureza, recebem as rochas e pinheiros dos painéis da exposição. Na mesma noite, o comissário da exposição, o jovem arquitecto Osmo Lappo, por pouco não perde a sua gravata de malha: o design finlandês também desperta grande interesse.

J.S. Síren, Borg e Åberg: Parlamento, 1931. Fotografia: Raija PöyhönenJ.S. Síren, Borg e Åberg: Parlamento, 1931. Fotografia: Raija Pöyhönen

A reconstrução a seguir à Segunda Guerra Mundial, e especialmente os anos 50, significaram a manifestação definitiva dos arquitectos finlandeses como vanguarda internacional. O salto para o primeiro plano da arquitectura mundial não se deu, contudo, a partir do vazio; baseava-se num caminho de mais de meio século, durante o qual a arte da constução conseguira interpetar os percalços e a procura de identidade da nação. O crítico britânico J.M. Richards, cujas viagens na Finlândia começaram na década de 1930, analisou e divulgou nos seus livros todo esse processo.

Eliel Saarinen: Estação de comboios, Helsínquia, 1918. Escultor Emil Wikström: "Os homens de granito". Fotografia: Raija PöyhönenEliel Saarinen: Estação de comboios, Helsínquia, 1918. Escultor Emil Wikström: "Os homens de granito". Fotografia: Raija Pöyhönen

Apesar de a arte da construção oferecer aspectos cada vez mais dispersos, ao aproximarmo-nos do fim do milénio, o papel da arquitectura não mudou muito; ela transmite ainda uma imagem global da idiossincrasia da cultura finlandesa. Segundo a recente caracterização de Kenneth Frampton, encontra-se na Finlândia “...uma grande cultura arquitectónica moderna que, como expressão colectiva, nunca foi igualada em nenhum outro país durante este século.” Cabe perguntar quais são os factores em que assenta este fenómeno.

Natureza versus tradição

Rauno Lehtinen, Pekka Mäki, Toni Peltola: Embaixada da Finlândia em Berlim, 1999. Fotografia: Jussi TiainenRauno Lehtinen, Pekka Mäki, Toni Peltola: Embaixada da Finlândia em Berlim, 1999. Fotografia: Jussi Tiainen

Quando se fala da arquitectura finlandesa refere-se quase sempre a arquitectura moderna, ou pelo menos as construções realizadas nos últimos cem anos. Dificilmente poderia ser de outra forma, dado que as edificações existentes são geralmente recentes; menos de 13% são anteriores a 1920. A formação de arquitectos começou na Finlândia só no final do século passado. Praticamente não existem projectos arquitectónicos anteriores ao século XIX, e também são muito raros os datados do começo do século XIX. Consequentemente, não se pode falar duma tradição académica propriamente dita, pelo menos no mesmo sentido que em países mais centrais da Europa.

Igreja medieval em pedra, Sipoo. Foto: Raija PöyhönenIgreja medieval em pedra, Sipoo. Foto: Raija Pöyhönen

A ausência duma forte tradição académica, por outro lado, poupou-nos à inércia que impede a adaptação de novas influências. Desde muito cedo, os finlandeses revelaram uma atitude pouco preconceituosa em relação à arquitectura: através da linguagem formal dos novos edifícios públicos, desejava-se expressar o ideal da nação moderna e dinâmica. Quando a formação de arquitectos começou, as mulheres aderiram logo à profissão. A finlandesa Signe Hornborg, é uma das primeiras arquitectas diplomadas em todo o mundo – até hoje só se encontrou um caso anterior, nos Estados Unidos – e Vivi Lönn figura entre os arquitectos mais notáveis do país no início deste século.

Erik Gryggman: Capela da ressurreição, Turku 1940. Foto: Teuvo KanervaErik Gryggman: Capela da ressurreição, Turku 1940. Foto: Teuvo Kanerva

A Finlândia continua a ser um país muito pouco povoado; a densidade média é inferior a 17 habitantes por quilómetro quadrado. A paisagem é dominada pela natureza: 70 % da superfície do país está coberta de florestas inabitadas, 10% são lagos e rios. Mesmo em zonas centrais da capital, a presença de espaços verdes é importante, graças a um plano director urbanístico hábil e inteligente, datado de princípios do século XIX. A escassa densidade populacional tem-nos permitido edificar com moderação, preservando amiúde o meio natural e prestando atenção à estrutura e à escala da natureza.

No Norte, a força natural mais importante é a luz. No Inverno a luz é escassa, e no Verão, excessiva – porém, sempre diferente da luz do Sul, que incide num ângulo mais recto, delimitando os edifícios e os respectivos pormenores com sombras breves e nitidamente definidas. No Norte, as sombras são mais alongadas e a luz é mais ténue e diáfana, menos intensa. A luz influencia decisivamente a forma como se captam os espaços, as texturas das fachadas, os matizes das cores e a atmostera dos interiores. Por isso, a interacção entre a luz e o espaço é um elemento crucial da arquitectura.

A igreja de Kerimäki, construída em 1847, é a maior igreja de madeira do mundo. Foto: Matti TirriA igreja de Kerimäki, construída em 1847, é a maior igreja de madeira do mundo. Foto: Matti TirriNo

A Finlândia é um dos países mais periféricos da Europa, situado geograficamente na fronteira entre a cultura oriental e ocidental. Aqui não houve grandes invenções na construção, excepto uma inovação de carácter estrutural, que os mestres incorporaram nas igrejas de madeira no século XVII. As novas correntes estilísticas e as inovações nasceram noutras terras, nos países culturalmente mais centrais, chegando à Finlândia com atraso e por via indirecta, frequentemente através da Suécia. Na viragem do século, a revista The Studio foi um importante meio de informação. Nas décadas seguintes, não só as publicações de arquitectura, como também as viagens dos arquitectos a diferentes países europeus tiveram eteitos imediatos nas práticas usuais de construção.

As interpretações locais

Alvar Aalto em 1954 (Fotografia autorizada pela Fundação de Alvar Aalto)Alvar Aalto em 1954 (Fotografia autorizada pela Fundação de Alvar Aalto)

As novidades, contudo, não eram aplicadas directamente, mas sim por meio da prévia adaptação à natureza, ao clima, ao meio ambiente e aos recursos disponíveis. As variações locais surgidas desta forma por vezes diferem radicalmente do tema original. Alvar Aaltocostumava supreender os seus colegas estrangeiros ao falar-lhes das mais de 70 catedrais góticas da Finlândia. Referia- se às nossas austeras igrejas de pedra cinzenta que, devido ao material utilizado, o granito pesado e difícil de lavrar, ficaram muito mais simples do que os respectivos modelos na Europa Central. Não se parecem com as catedrais, mas mesmo na sua simplicidade, transmitem uma forte aspiração a pertencer à cultura europeia.

Finlandia houseA relação da arquitectura finlandesa com a tradição clássica é do mesmo tipo. A composição, a escala e os motivos decorativos característicos da arquitectura clássica das poucas mansões senhoriais foram adoptadas pelas casas de camponeses, e aplicadas de acordo com os exíguos recursos. A arquitectura funcional dos edifícios que se conservaram, principalmente do século passado, continua as tradições do classicismo, mas duma forma simplificada, própia. O classicismo nórdico dos anos 20, por sua vez inspirou-se não só nas viagens que os arquitectos realizavam a Itália – e principalmente na arquitectura quotidiana, a architettura minore -, como também nas casas dos camponeses locais. A influência clássica manifestar-se-ia também posteriormente nas obras funcionalistas desses arquitectos. Desta maneira, o classicismo dos anos 20, que já foi definido como uma mera “sombra da sombra” – como reflexo dum Renascimento que interpretava a tradição da Antiguidade -, teve uma importância decisiva não apenas como período arquitectónico com características próprias, mas também como veículo transmissor da tradição até à actualidade.

Alvar Aalto: Finlandia hall. Fotografia: Matti TirriAlvar Aalto: Finlandia hall. Fotografia: Matti Tirri

Os princípios da arquitectura clássica são claramente visíveis em todos os projectos de Alvar Aalto, tanto nos edifícios caracterizados por formas clássicas como nas últimas realizações, que combinam os temas básicos da Antiguidade com uma expressão arquitectónica moderna.

Uma das características centrais da arquitectura finlandesa é a sua abertura a influências estrangeiras, associadas a uma forte aspiração à contextualidade, ao aproveitamento de circunstâncias e recursos próprios. O romantismo nacional da viragem do século oferece um bom exemplo disso, já que era, apesar do seu nome, uma adaptação directa do Jugend still ou Art Nouveau. Este estilo incorporou temas de diferentes origens, inclusivamente a técnica norte-americana squared rubble de trabalhar a pedra, aliando aos elementos internacionais as escalas e os materias das nossas igrejas de pedra e casas de camponeses de troncos redondos. Como resultado, temos uma arquitectura reconhecida como original e nacional. Na arquitectura dos anos 50 verifica-se, por sua vez, uma síntese das perspectivas racionalista e orgânica. O ponto de partida foi o modernismo internacional que já antes da Segunda Guerra Mundial havia adquirido na Finlândia matizes mais plásticos, tácteis e próximos da natureza, especialmente nas obras de Alvar Aalto e Erik Bryggman (b. Turku, Finland 1891; d. Turku 1955) .

Juha Leiviskä: Igreja de Männistö, Kuopio, 1992. Fotografia: Jussi TiainenJuha Leiviskä: Igreja de Männistö, Kuopio, 1992. Fotografia: Jussi Tiainen

Embora as estruturas e a escala da natureza sejam os pontos de partida da arquitectura, os edifícios não se fundem com o meio ambiente. O meio construído diferencia-se gradualmente da natureza, limitando um espaço que Juha Leiviskä (b. 1936) denominou “círculo protegido do lar”. Desta forma surgiam também, a um ritmo próprio e espontâneo, os quintais e pátios das casas dos camponeses.

Reima Pietilä, Auli Pietilä: Sauna da residência oficial Mäntyniemi do Presidente, 1991. Fotografia: Matti KarjanojaReima Pietilä, Auli Pietilä: Sauna da residência oficial Mäntyniemi do Presidente, 1991. Fotografia: Matti Karjanoja

Reima Pietilä é talvez o único arquitecto finlandês que procurou desenhar edifícios parecidos com as formas da natureza. Os seus projectos foram inspirados pelas rochas, as frondosas copas das árvores com diferentes tonalidades, a silhueta dum peixe ou a de um gato deitado em cima do estirador.

O ciclo da floresta

A madeira é um material renovável, produzido em abundância pelo solo finlandês. É mais fácil de usar que a pedra, e foi também o primeiro material de construção na nossa história; as habitações mais antigas eram provavelmente umas estruturas cónicas, construídas com troncos finos. A madeira, fácil de trabalhar, ofereceu um território fértil à imaginação. A imagem positiva que temos da arte tradicional de construção em madeira deve-se também ao facto de apenas os edifícios bem feitos terem sobrevivido até hoje, como é o caso das igrejas de madeira dos mestres dos séculos XVII e XVIII.

A aproveitamento da madeira devia-se não só à sua abundância, mas também às características do material: é um excelente isolador térmico e pode ser usado tanto nas paredes exteriores como nos revestimentos interiores, e ainda nos móveis, utensílios e objectos decorativos. Com madeira, não só se construíram antigamente as casas de quinta, como se fabricavam muitas ferramentas e meios de transporte; barcos, trenós, carros e esquis. E o finlandês tinha o seu primeiro contacto com a madeira logo ao nascer, o que habitualmente acontecia na sauna.

Na cidade velha de Porvoo ainda hoje em dia encontram-se casas de madeira. Fotografia: Raija PöyhönenNa cidade velha de Porvoo ainda hoje em dia encontram-se casas de madeira. Fotografia: Raija Pöyhönen

Primeiro, as cidades também eram construídas quase exclusivamente em madeira. Devido aos incêndios que frequentemente as devastavam, desenvolveu-se um plano urbanístico baseado em vastos quarteirões de casas de madeira, separados regularmente por avenidas, que impediam o avanço do fogo. Infelizmente, também as casas de madeira acabaram por ser derrubadas quando a prosperidade económica dos anos 60 permitiu a construção de centros urbanos dotados de maior eficácia. Na Finlândia conservam-se muito poucos exemplos destas típicas cidades nórdicas.

Mauri Mäki-Marttunen, Ari Mäki-Marttunen, Jouni Saarinen: Os prédios de madeira de Viiki, Helsínquia. Fotografia: Matti KarjanojaMauri Mäki-Marttunen, Ari Mäki-Marttunen, Jouni Saarinen: Os prédios de madeira de Viiki, Helsínquia. Fotografia: Matti Karjanoja

A prevenção dos incêndios é a principal razão para, nas últimas décadas, apenas edifícios relativamente pequenos – moradias, casas de campo, saunas – serem totalmente construídos em madeira. Diversas cincunstâncias contribuíram para a invasão de outros materiais, principalmente o betão. A madeira, porém, continua a ser utilizada também nos edifícios de maior envergadura, ao lado dos outros materiais; nos revestimentos, nos pormenores e no mobiliário – nas partes da construção que estão perto do Homem. Alvar Aalto tirou partido da flexibilidade e da possibilidade de se vergar a madeira na produção de móveis, assim permitindo a substituição dos tubos metálicos que o mobiliário moderno usara até então. Alvar Aalto como designer, ler mais.

Vários outros materiais de construção têm uma longa tradição na Finlândia, sobretudo os materias naturais. Já na Idade Média, construía-se em tijolo e pedra natural. O betão é mais recente, mas a sua utilização está a ser aperfeiçoada, para que se possa chegar a resultados cada vez melhores, tanto técnica como esteticamente.

A funcionalidade e a técnica

O Bairro de Tapiola, Espoo. Fotografia: Matti TirriO Bairro de Tapiola, Espoo. Fotografia: Matti Tirri

O principal objectivo da reconstrução no pós-guerra era conseguir erguer uma quantidade suficiente de habitações funcionais a preços acessíveis. O planeamento realizava-se a princípio como trabalho colectivo, em que havia uma boa dose de experimentação: estudavam-se as dimensões, a flexibilidade das plantas dos edifícios e a estandardização. Nos projectos habitacionais, o desafio principal consistia em encontrar soluções aplicáveis à produção de espaços residenciais de qualidade, funcionais e saudáveis. Alvar Aalto considerou Villa Mairea como uma espécie de laboratório, onde pôde investigar as soluções aplicáveis à produção de casas em grande escala. Aalto ansiava por chegar a uma “estandardização elástica”, cujo modelo se inspirasse na natureza. Aulis Blomstedt, por seu lado, estudava as harmonias melódicas e os respectivos sistemas de escalas e relações. O Bairro de Tapiola, em Espoo, representava, na sua forma original – antes da construção dos novos edifícios comerciais o ideal duma forma de vida urbana próxima da natureza, uma “cidade da floresta”. Nas décadas seguintes, os bairros residenciais finlandeses eram construídos pensando nesse ideal, e com resultados variáveis, mais ou menos felizes.

Mikko Kaira: Jardim Infantil "Ruokopilli", Vantaa. Fotografia: Matti KarjanojaMikko Kaira: Jardim Infantil "Ruokopilli", Vantaa. Fotografia: Matti Karjanoja

Os edifícios com fins educativos e culturais também constituem projectos de construção relevantes. Especialmente nos anos 80, construíram-se em diferentes localidades centros culturais, onde convivem as Belas Artes, o teatro, a música, a dança e as bibliotecas. As escolas são geralmente planeadas para usos múltiplos, promovendo a comunicação e colocando-se ao serviço de toda a comunidade.

Mikko Kaira: Jardim Infantil "Mistelli", Vantaa. Fotografia: Matti KarjanojaMikko Kaira: Jardim Infantil "Mistelli", Vantaa. Fotografia: Matti Karjanoja

Na Finlândia, a arquitectura sempre esteve fortemente ligada à construção; os projectos fazem-se para serem concretizados, não como ideias teóricas. Graças a esta íntima associação, a arquitectura e a tecnologia desenvolveram-se paralelamente (com a excepção do período de construção de bairros suburbanos, nos anos 70, em que era a rota das gruas que acabava por determinar a arquitectura das urbanizações). Como ponto de partida da forma está a técnica disponível que, por sua vez, se procura desenvolver de modo a que não limite a variedade e as funções dos espaços.

Juha Leiviskä: Igreja de Männistö, Kuopio, 1992. Fotografia: Jussi TiainenJuha Leiviskä: Igreja de Männistö, Kuopio, 1992. Fotografia: Jussi Tiainen

Kenneth Frampton definiu como um factor de coesão presente em toda a arquitectura finlandesa contemporânea o neo-plasticismo, um princípio tectónico de composição dos elementos arquitectónicos herdado de Theo van Doesburg e de outros pioneiros holandeses do modernismo, e que caracteriza também parte da produção de Mies van der Rohe e Frank Lloyd Wright. Desenvolvendo as ideias iniciais do neo-plasticismo, chegou-se a uma forma livre de estruturação apta a adaptar- se às mais variadas funções dos edifícios. O neo-plasticismo também permitiu planeamentos muito diversificados. A arquitectura pôde desenvolver-se de forma integrada em relação ao meio envolvente e tendo em conta os seus pontos de partida funcionais, sem o peso das exigências formais dos estilos.

Jan Söderlund, Antti-Matti Siikala: Sanomatalo, Helsinki, 1995. Fotografia: Kari Sarkkinen.Jan Söderlund, Antti-Matti Siikala: Sanomatalo, Helsinki, 1995. Fotografia: Kari Sarkkinen.

Juha Leiviskä ganhou em 1995 o Prémio Garlsberg de Arquitectura, uma distinção importante a nível internacional. O júri sublinhou na sua argumentação os elementos característicos da arquitectura de Leiviskä, presentes em toda a sua obra, inclusivamente na Igreja de Männistö. Os interiores produzem uma impressão musical, são “instrumentos tocados pela luz”. Nos volumes e espaços há uma alternância de atmosteras e escalas: íntimos e solenes, luminosos e sombrios, abertos e fechados. O interior da igreja de Männistö recebe uma luz especial das pinturas de Markku Pääkkönen, cujos matizes mudam com as variações de luminosidade durante o dia e nas diferentes estações do ano.

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(Em português)

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actualizados 04-07-2012


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