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Ministério dos Negócios Estrangeiros da Finlândia

Embaixada da Finlândia, Lisboa: Embaixada: A história da Missão diplomática

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80 Anos de relações diplomáticas, entre a Finlândia e Portugal

Na sexta-feira, dia 11 de Janeiro de 1918, o Presidente do Governo finlandês P.E.Svinhufvud, enviou ao Cônsul de Portugal em Helsínquia, Gunnar Dahlberg, uma carta em que o Presidente do Senado da Independência comunicou que a Finlândia se tinha declarado como uma "República independente e soberana". Simultaneamente, pediu ao "Senhor Cônsul" para transmitir a informação ao Governo português, "com o intuito que o Governo Português reconhecesse a Finlândia como um estado independente e soberano".

 Na terça-feira, o Cônsul Dahlberg, anunciou ter recebido a carta e transmitido ao representante de Portugal, em São Petersburgo, a informação que o pedido de Svinhufvud fosse apresentado sem demoras ao Governo Português. Continuava a não haver resposta por parte do Governo de Lisboa à solicitação da Finlândia. O motivo terá sido aparentemente a guerra civil iniciada no final de Janeiro, na Finlândia, seguida da tendência pró-germânica e os tempos confusos, pós Primeira Guerra Mundial na Europa. Na Conferência da Paz de Paris, no Verão de 1919, o Ministro dos Negócios Estrangeiros Rudolf Holsti, contactou o Embaixador de Portugal na França, continuando do ponto em que se tinha ficado, em Janeiro de 1918. Holsti deu brevemente conta, na carta que enviou em 21.5.1919, das etapas que culminaram com a independência da Finlândia e solicitou ao Governo Português, "que se dignasse proceder ao reconhecimento da soberania de jure da Finlândia e o início de relações amigáveis com a Finlândia".

Também não houve resposta por parte de Lisboa. O representante da Finlândia em Madrid, Olli Talas, foi encarregue de contactar o seu homólogo português, em Dezembro de 1919. Talas visitou-o e apresentou-lhe o pedido de reconhecimento da Finlândia. E como também nesta situação não houve duas sem três o Embaixador de Portugal prometeu escrever imediatamente para Lisboa e apenas uma semana mais tarde, ou seja, em 19 de Dezembro de 1919, Portugal reconheceu a Finlândia.

Na reunião do Conselho de Ministros, em 10 de Janeiro de 1920, foi constatado o facto de Portugal ter reconhecido a Finlândia e foi decidido nomear o "Delegado interino" da Finlândia em Madrid, Olli Talas, para encarregar-se também das funções de Delegado interino em Lisboa.

Talas não pôde viajar, logo de imediato para a capital portuguesa. Primeiro, a viagem foi adiada por motivos de doença e pela segunda vez, por motivos da greve ferroviária em Portugal. A terceira tentativa teve sucesso e em 12 de Abril, Talas entregou as suas Cartas Credenciais, ao Ministro dos Negócios Estrangeiros português, Xavier da Silva.

 "Nas conversas (com o Ministro dos Negócios Estrangeiros) tive oportunidade para lhe apresentar a posição da Finlândia, que para o Ministro foi de tal modo desconhecida que, não sabia que tinha sido definitivamente aprovada uma Constituição e eleito um Presidente da República. Também parecia surpreender o Ministro a minha afirmação sobre a existência de paz na Finlândia. O Ministro manifestou o desejo de receber uma tradução em língua francesa ou inglesa da Lei sobre a Forma de Governo da Finlândia, o que lhe prometi providenciar. No mesmo dia enviei ao Senhor Ministro, um livro intitulado "La Finlande", publicado pelo Centro das Câmaras de Comércio. Mais tarde, quando nos encontrámos, o Senhor Ministro afirmou ter lido o livro com grande interesse e daí ter adquirido muitas informações sobre a Finlândia."

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actualizados 03-05-2011


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