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Aposte no finlandês!

O texto por Centro para a Mobilidade Internacional CIMO, tradução por Mika Palo.

Está interessado em estudar línguas estrangeiras? 

Já procurou alternativas úteis e interessantes entre as línguas mais raras? Surpreendentemente, muitas portas abrem-se para quem domine uma língua pouco falada ao nível mundial. O finlandês pertence às pequenas línguas europeias. Há várias profissões nas quais se precisa de pessoas que saibam falar finlandês. Nem é muito difícil encontrar um lugar onde se possa estudar finlandês, pois quase 90 universidades espalhadas pelo mundo inteiro oferecem cursos de língua e cultura finlandesas. Aceite então o desafio!

O finlandês é uma língua fino-úgrica, nórdica e europeia

Em diversos cantos do mundo há pessoas que se entusiasmaram pela língua finlandesa. As motivações para estudar finlandês são bastante variadas. Para muitos o interesse é rigorosamente linguístico. O finlandês pertence às línguas fino-úgricas, as quais constituem o maior grupo das línguas uralianas. Os seus parentes linguísticos mais próximos são as outras línguas finobálticas: por exemplo o careliano, o estoniano e o livónico. Outros parentes mais distantes incluem o húngaro. O finlandês é um bom complemento para os currículos de estudantes de linguística, pois a maioria deles precisa de incluir nos seus estudos alguma língua não indo-europeia. Além disso, o finlandês está muitas vezes incluído nos currículos dos estudantes da Filologia Fino-úgrica ou de uma das línguas relacionadas.

Muitos interessam-se pelo finlandês por se tratar de uma língua nórdica – e é verdade que em muitos casos o ensino de finlandês tem lugar nos departamentos de Filologia Escandinava. Contudo, o finlandês não é relacionado com as outras línguas escandinavas. Não obstante, existe uma abundância de outras ligações entre os países nórdicos. A Finlândia tem uma forte identidade nórdica: quanto às suas tradições, sua cultura, sua história e suas condições sociais, o país está mais próximo dos outros países nórdicos do que dos seus vários parentes linguísticos. Esta proximidade é fortalecida pelo facto de a Finlândia ser um país bilíngue com uma rica cultura de língua sueca.

A Finlândia é um ponto de encontro entre o Leste e o Ocidente. Além dos países nórdicos a Finlândia tem relações fortes com os seus outros vizinhos, ou seja, com a Rússia e os países bálticos. A localização geopolítica da Finlândia tem atraído novos estudantes de finlandês. Isto quer dizer que a língua também está a ser estudada a partir de uma perspectiva de “area studies”!

Contudo, o finlandês é acima de tudo uma língua europeia. A adesão da Finlândia à União Europeia em 1995 e a posição do finlandês como uma das línguas oficiais da União Europeia têm contribuído a um fenomenal aumento do interesse dos estudantes internacionais em estudos relacionados com a língua, cultura, política e sociedade finlandesas. Os outros estados membros e a administração central da União Europeia precisam de profissionais que conheçam a cultura e a língua finlandesas e saibam a língua finlandesa. Há cada vez mais procura para tradutores e intérpretes. Quem souber finlandês terá assim muitas e interessantes oportunidades de emprego.

A Finlândia também tem muito para oferecer como lugar de estudo: o país orgulha-se com a alta qualidade do ensino, da investigação e dos serviços para estudantes. Exemplos de campos em que o saber dos finlandeses tem sido internacionalmente reconhecido são as tecnologias de informação, os novos media, biotecnologia, ciências ambientais e florestais e os programas de estudos árcticos, bem como arquitectura, design e música. Também há ensino disponível em outras línguas além do finlandês, pois todas as nossas instituições de ensino superior oferecem blocos de estudos de dimensões variadas especificamente para estudantes internacionais. Geralmente estes blocos são ensinados em inglês. Por isso, o domínio da língua finlandesa não é indispensável, mas com certeza ajuda na adaptação ao país. A língua finlandesa é a chave para entender a Finlândia e o que significa ser finlandês, além de vários fenómenos do quotidiano: quem sabe falar a língua consequentemente aproveita melhor uma nova cultura.

É óbvio que alguns estudantes de finlandês têm motivos puramente pessoais para os seus estudos – por exemplo, querem aprender a língua dos seus antepassados ou da pessoa que amam. Os estudos podem também ser motivados por qualquer tema relacionado com a língua, a cultura, a natureza, a sociedade ou a história finlandesas.

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Então, onde é que finlandês é preciso?

As pessoas que estudaram finlandês conseguem interessantes empregos internacionais por exemplo nos campos da cultura, ciência, ensino e tecnologia. Trabalham como professores, investigadores, intérpretes, tradutores e jornalistas. Guias turísticos e diplomatas podem também tirar proveito do facto de saber finlandês. Do mesmo modo o finlandês é útil para quem trabalha no comércio ou nos negócios ou como funcionário público da União Europeia.

O finlandês é uma língua diferente

O finlandês tem fama por ser uma língua difícil. Contudo, muitas coisas consideradas difíceis são apenas diferentes em comparação às línguas indo-europeias.

A flexão das palavras é rica no finlandês, uma vez que por exemplo os casos abundam. Geralmente os casos são bastante regulares quanto à sua forma e função. Os sufixos dos casos são acrescentados à raiz da palavra e exprimem o mesmo que as numerosas preposições das línguas indo-europeias – o tempo, o lugar, o modo, o proprietário ou o objecto. Sendo assim, o finlandês é uma língua sintética em que os sufixos acrescentados à raiz da palavra têm funções diferentes. Para ter uma ideia de como isto funciona, considere a palavra talo, a qual significa casa. As suas outras formas incluem: talo-n (possessivo e objecto directo: da casa), talo-a, talo-ja (partitivo singular e plural: alguma/s ou qualquer/quaisquer casa/s), talo-ssa, talo-sta, talo-on (casos internos indicando localização e direcção: dentro da casa, de dentro da casa, para dentro da casa), talo-lla, talo-lta, talo-lle(casos externos: em cima da / em casa, para fora da casa, para a casa), taloksi, talona, talo-tta (tornando-se numa casa, sendo uma casa, sem uma casa), talo-ineen, talo-in (com a sua casa, por meio de uma casa). A riqueza das formas flexionais no finlandês – como também acontece em algumas outras línguas – aumenta-se pelo facto de os verbos se conjugarem em todas as pessoas: istu-n, istu-t, istu-u, istu-mme, istu-tte, istu-vat (eu sento-me, tu sentas-te, ele/ela senta-se, nós sentamo-nos, vocês sentam-se / você/o Senhor/a Senhora senta-se, eles sentam-se). O sufixo pessoal junta-se à raiz do verbo, tal como o tempo e o modo do verbo.

O facto de a gramática ser muito lógica facilita a aprendizagem de finlandês. Também, muitas coisas que parecem estranhas à primeira vista explicam-se pela história da língua. Neste sentido o finlandês é semelhante à matemática. Este desafio intelectual fascina muitos estudantes. Não obstante, ninguém precisa de ser matemático para conseguir estudar o finlandês!

Um outro facto que facilita a aprendizagem é que às palavras finlandesas falta o género. Tanto ao homem como à mulher refere-se com o mesmo pronome do singular da terceira pessoa, hän. As palavras não têm formas definidas e indefinidas separadas e no finlandês não se usa artigos. Também a relação entre a escrita e a pronúncia é clara, uma vez que o mesmo fonema escreve-se sempre com a mesma letra.

Diz-se que a língua finlandesa é melódica. A principal razão disto é que as palavras finlandesas contêm muitas vogais. O finlandês é de facto a única língua europeia em que um texto normal contém mais vogais do que consoantes. As vogais podem ser curtas ou compridas (sivu / siivu – página / fatia); além disso, o finlandês contém muitos ditongos (ai, ei, iu, ou etc.). Na língua finlandesa domina a harmonia das vogais; quer dizer que numa palavra não composta apenas podem aparecer vogais anteriores (ä,ö,y; köyhä - pobre) ou vogais posteriores (a,o,u; vauras - próspero).

O finlandês tem relativamente poucas consoantes, mas quase todas podem aparecer dentro de uma palavra tanto numa forma curta como numa forma comprida. As palavras raramente começam ou terminam com combinações de consoantes. Quando muitas palavras de origem estrangeira começam com tais combinações, o finlandês geralmente apenas aceita a última das consoantes: por exemplo, a forma finlandesa do estrangeirismo germânico strand é ranta (margem). Excepções à regra são estrangeirismos mais recentes como presidentti e stressi (presidente, stress). São poucas as consoantes que podem terminar uma palavra. Por isso, no finlandês é muito comum acrescentar uma vogal aos estrangeirismos que originalmente terminavam com consoantes (filmi, posti, pankki – origem em sueco: film, post, bank).

A duração de um som altera o significado da palavra. Isto vê-se nas variações dos verbos tulla (vir) e tuulla (fazer vento): tule / tulee / tullee / tuule / tuulee / tuullee (vem! / ele/ela vem / ele/ela provavelmente vem / faz vento!/sopra! / faz vento / provavelmente fará vento).

Naturalmente, nenhuma língua vive completamente isolada e sem influências das outras línguas. Os contactos dos finlandeses com as línguas indo-europeias dos países vizinhos estão visíveis no vocabulário. O finlandês contém palavras de origem báltica, germânica e eslávica de várias épocas. Ao longo dos anos o sueco tem influenciado mais o vocabulário finlandês. Graças à invasão da moderna cultura de comunicação, o finlandês contemporâneo por sua vez está a ser influenciado particularmente pelo inglês. Do ponto de vista da linguística o finlandês é interessante por ser conservador: por exemplo, muitas palavras de origem germânica têm sobrevivido no finlandês depois de já terem desaparecido das línguas de origem.

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Oportunidades de estudo em três continentes

É possível estudar a língua finlandesa em cerca de 90 universidades localizadas em quase 30 países em várias partes do mundo – em quase todos os países europeus, na Ásia e na América do Norte. Existem mais de cem professores de finlandês com mais de dois mil estudantes nas universidades do mundo inteiro.

Dependendo de cada universidade, o ensino de finlandês tem-se desenvolvido de formas diferentes dentro de vários departamentos. Pode-se tratar de uma secção, de uma linha de orientação ou de um programa de estudos independente. Geralmente a língua finlandesa é ensinada num departamento de Filologia Fino-úgrica. Além disso, existe ensino de finlandês em alguns departamentos de Linguística Geral, Estudos Escandinavos, Estudos Eslávicos e mesmo de Estudos Orientais. Algumas universidades criaram departamentos de Língua Finlandesa, mas outras ensinam finlandês apenas nos seus centros de línguas. Consequentemente, a posição dos estudos de finlandês nas universidades do mundo varia entre uma disciplina principal e uma opção completamente voluntária.

A oferta e as ênfases do ensino variam bastante nas diferentes universidades. No entanto, é comum que além de estudar a língua o estudante receba uma forte dose de outros conhecimentos sobre a Finlândia. Entre outros temas há aulas da cultura, literatura, geografia e história finlandesas.

Os estudantes mais avançados da língua e da cultura finlandesas podem ainda desenvolver os seus conhecimentos nos cursos de verão intensivos na Finlândia. Estes cursos são gratuitos para estudantes. Aqueles que estão quase a terminar ou já terminaram os seus estudos podem candidatar-se a bolsas destinadas aos estudos conducentes à licenciatura, à recolha de materiais para uma tese de mestrado ou aos estudos de pós-graduação e investigação numa universidade finlandesa. Os estudantes de intercâmbio que chegam à Finlândia podem participar em cursos de língua finlandesa durante o ano lectivo. Os estudantes podem ainda desenvolver os seus conhecimentos de finlandês fazendo um estágio na Finlândia.

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Quer saber mais?

Esta brochura inclui o endereço do professor da Língua e da Cultura Finlandesas mais próximo de si. Informações sobre estudos de finlandês e as respectivas instituições de ensino em vários países, bem como bolsas e estágios na Finlândia estão disponíveis na Internet através do serviço Discover Finland (http://finland.cimo.fi).

O Conselho para Estudos Finlandeses nas Universidades Estrangeiras (UKAN) coordena e apoia os Estudos Finlandeses e organiza cursos de verão intensivos na Finlândia. UKAN funciona como parte do Centro para a Mobilidade Internacional (CIMO).

CIMOCentro para a Mobilidade Internacional CIMO
Estudos Finlandeses nas Universidades Estrangeiras UKAN
P.O. Box 343
FIN-00531 Helsinki
Finlândia
Tel. +358 (0) 207 868 500
Fax +358 (0) 207 868 601
ukan@cimo.fi
Web: www.cimo.fi

Uma lista dos professores da Língua e da Cultura Finlandesas está disponível na Internet no endereço finland.cimo.fi 

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Luís Campos, Portugal:
Os estudos de finlandês conduziram à profissão

A minha relação com a Finlândia e a língua finlandesa começou com umas férias na Finlândia. Acabei por mudar para a Finlândia. Estudei finlandês na Universidade de Helsínquia nos anos 1979–1982. Os estudos da língua aprofundaram a minha relação com o modo de vida finlandês e também conduziram ao meu emprego. Neste momento sou funcionário do consulado na Embaixada de Portugal em Helsínquia. Também faço trabalhos de tradução.

Segundo uma ideia comum é muito difícil aprender a língua finlandesa, mas eu não concordo. A linguagem coloquial finlandesa é algo diferente da língua literária. A minha experiência permitiu-me constatar que é mais fácil aprender a linguagem coloquial. O que dificulta a aprendizagem da língua é o facto dos conhecimentos das línguas românicas ou das outras línguas indo-europeias não ajudarem quase nada. O finlandês é uma língua europeia muito diferente.

Em comparação à minha língua materna as declinações e as consoantes dobradas do finlandês causam problemas. Ao contrário das palavras portuguesas as palavras finlandesas são declinadas de várias maneiras, e as declinações diferentes têm significados diferentes. Na língua portuguesa faltam as consoantes dobradas, mas muitas vezes em finlandês são as consoantes dobradas que mudam completamente o significado: por exemplo, as palavras kukka e kuka significam coisas bem diferentes (flor, quem).

Quando penso na Finlândia, lembro-me dos lagos, das florestas e da alta qualidade de vida. Gosto muito da proximidade da natureza na Finlândia. Apesar disso, ainda não compreendo o entusiasmo que os finlandeses têm para nadar num buraco feito no gelo durante o inverno e para passar os verões numa casa de campo longe de outras pessoas. Além da natureza valorizo muito a ideia de um estado de bem-estar. A base da sociedade finlandesa é a procura do bem-estar dos seus cidadãos.

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Bent Lund Jensen, Dinamarca:
Uma escolha de que nunca me arrependi

As línguas são o meu lado forte: para mim sempre foi mais fácil aprender línguas do que matemática. Além do dinamarquês falo inglês, espanhol, alemão – e finlandês. Comecei a estudar finlandês há quatro anos na Universidade de Århus. Primeiro a minha disciplina principal foi a linguística. Sendo uma língua não indo-europeia o finlandês foi uma boa escolha para uma cadeira secundária. Contudo, passado pouco tempo comecei a interessar-me mais pelo finlandês do que pela linguística. Depois do meu primeiro ano de estudos mudei o finlandês para a minha disciplina principal.

Quis estudar uma língua que oferecesse suficientes desafios – e desafios de facto não têm faltado no finlandês! Especialmente no início a língua parecia-me muito difícil e a aprendizagem era lenta, pois tudo era tão novo e diferente. O vocabulário, a estrutura da língua, a gramática e mesmo toda a maneira de examinar o mundo através da língua era diferente daquilo que eu conhecia.

Num curso de verão em Tampere eu percebi que afinal era possível aprender esta língua estranha. Num ambiente linguístico genuíno as coisas começaram a encaixar-se: aprendi depressa a entender a linguagem falada e pouco a pouco eu próprio comecei a falar finlandês.

Tenho continuado a minha estadia na Finlândia por exemplo como bolseiro do programa Nordplus na Universidade de Helsínquia. Agora estou quase a terminar os meus estudos e o futuro parece cheio de oportunidades. Creio que o domínio de uma língua mais rara como esta ajuda a encontrar um emprego como professor ou investigador ou também do mundo dos negócios. A União Europeia também oferece oportunidades interessantes, pois dinamarquês-finlandês é uma rara combinação de línguas no âmbito da UE.

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Marketa Hejkalova, República Checa:
Uma relação duradoura com a língua finlandesa

Herdei do meu pai o interesse na Finlândia e na língua finlandesa. Ele era investigador de Estudos Húngaros e tinha estudado finlandês como a sua segunda língua fino-úgrica. Pelas histórias do meu pai dos seus tempos de bolseiro na Finlândia este país tornou-se num país de sonho também para mim. Eu próprio estudei finlandês na Universidade de Praga entre 1979 e1984.

Tenho melhorado os meus conhecimentos de finlandês nos cursos de verão em Kuopio e Helsínquia. Além disso, já fui bolseira duas vezes na Universidade de Helsínquia. Conheço bem Helsínquia também porque trabalhei lá durante quase quatro anos como agregada cultural na Embaixada da República Checa. Naturalmente a estadia na Finlândia teve uma influência muito positiva no meu domínio da língua. Ao mesmo tempo a minha relação com a Finlândia, a sua cultura e os seus habitantes aprofundou-se bastante. Sei que ganhei amizades para toda a vida.

Quando olho para a primeira fase dos meus estudos, constato sobretudo que o finlandês foi diferente de todas as línguas que eu conhecia. Era aí que residia a sua dificuldade.

Hoje em dia sou editora, redactora editorial e tradutora; de vez em quando também trabalho como intérprete. A literatura está mais próxima do meu coração. Para mim, além da arquitectura é essa a área mais querida na cultura finlandesa: tenho traduzido por exemplo novelas de Mika Waltari. Creio que a minha relação com a língua finlandesa e com a maneira de ser finlandesa é de uma natureza duradoura.

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Pilar Campa, Espanha:
Tradutora no Parlamento Europeu

Comecei os meus estudos de cadeira secundária na Língua e Cultura Finlandesas na Universidade Autónoma de Madrid em 1984. Tenho também participado em três cursos de verão de finlandês, os quais foram muito importantes para melhorar os conhecimentos práticos da língua. Em Espanha é difícil praticar o finlandês fora das aulas. A duração dos meus estudos universitários foi quatro anos, mas tenho continuado a familiarizar-me com a língua também depois.

Escolhi há anos o finlandês, porque quis estudar algo diferente do que inglês ou francês, as quais foram as línguas escolhidas por tantos colegas meus nessa altura. Essa escolha tem sido decisiva para a minha carreira, pois a tradução da língua finlandesa tornou-se na minha profissão. Tenho trabalhado como tradutora no Parlamento Europeu desde 1995, quando a Finlândia aderiu à União Europeia. Trabalho na secção da língua espanhola e traduzo textos para o espanhol. A minha primeira língua de trabalho estrangeira é o finlandês. Também tenho traduzido um pouco de literatura finlandesa e gostaria de continuar com essas traduções também no futuro, se os longos dias de trabalho me deixarem a energia necessária.

O mais difícil no finlandês tem sido o vocabulário. A característica mais surpreendente da língua tem sido a maneira económica de formar as palavras. A primeira palavra que aprendi foi ”tavarataloissammekin”, o que é em espanhol ”en nuestros grandes almacenes también” – onde em finlandês apenas é preciso uma única palavra, a língua espanhola precisa de cinco!

 

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actualizados 10-10-2011


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