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Olhar luso sobre a Finlândia por Pedro Inácio - Embaixada da Finlândia, Lisboa : Actualidades

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Notícias, 03-01-2017

Olhar luso sobre a Finlândia por Pedro Inácio

A primeira vez que visitei a Finlândia foi em 2014. Fui aceite como aluno de doutoramento na Universidade de Helsínquia, e fui visitar a cidade que potencialmente seria a minha próxima residência para os próximos anos. Mas a vida dá muitas voltas, e ainda não vivo permanentemente em Helsínquia. Ainda...

Sempre me interessei por História e Geografia, e sempre achei curiosa a terra dos telemóveis Nokia e a sua curiosa língua. Digo sempre que a Finlândia acabou por me escolher, pois nunca me passou pela cabeça ter uma relação com o país. Assim que cheguei em julho de 2014, chovia. Se durante três dias não sabia o que havia de pensar, ao quarto o sol apareceu e tudo mudou. Com a luz de julho, comecei a explorar Helsínquia: Kallio, Hakaniemi, Kaisaniemi, Punavuori, Eira. Com cada bairro, uma descoberta nova. Diferente, esta cidade; mas misteriosa, e encantadora. Comecei a ficar cada vez mais encantado com o fantástico estilo Jugenstill presente em tantos edifícios, com a elegância da Esplanadi, com o magnifico brutalismo dos edifícios em Kallio. E a igreja de Kallio: passei tempos a olhar esta obra arquitetónica pelas dez da “noite”. “Noite”, aquele período mágico no verão em que a luz nunca nos abandona.

Fotografia: Pedro Inácio.
Baia de Töölö.
Baia de Töölö.

E estava intrigado: porque estava a cidade vazia em julho? No entanto, durante esses dias pude começar a perceber o modo de vida da cidade, de como viviam as pessoas, hábitos e cultura. Foi também a altura de começar a olhar os Finlandeses com outros olhos e a perceber que tipo de pessoas são. E são pessoas encantadoras. Um Finlandês é um ser curioso, simpático, sensível, conversador, capaz de ajudar um estranho. E falam essa maravilhosa língua que encanta por ser tão diferente, mas é tão cativante. Posso apenas dizer que toda esta mistura me deixou apaixonado pela Finlândia.

Desde então, já experienciei um pouco de tudo em Helsínquia. Posso descrever o quão excitante é chegar à cidade de noite, e sair da estação central de comboios: é ver a cidade iluminada, o Ateneum, as pessoas pelas ruas. É sentir o ar fresco do Norte, tem uma energia especial. Seja no inverno, primavera, verão ou outono. No inverno, é sentir o vento frio e a neve; na primavera, é começar a sentir a cidade a voltar a si mesma; no verão é uma explosão de viver porque o tempo corre depressa; e no outono é a magia das cores e de tomar um café quente.

Falei em café? Pode-se falar muito da bica, mas para mim não há café como o finlandês. Café de filtro, uma delícia. Com os grãos tostados numa fabrica na cidade, e beber o café acabado de fazer num dos fantásticos cafés de Helsínquia. Quiçá acompanhado de um korvapuusti, um delicioso bolo de canela. E por aqui poderia começar a descrever a cultura culinária da cidade, onde existem tantos fantásticos restaurantes. E o modo de vida: nada como ir ouvir um concerto na Musiikkitalo com a sala cheia, e daí sair para a cidade para ir celebrar. Ou os inúmeros festivais e arte que povoam os meses em Helsínquia.

Falar da Finlândia é deixar-me com um sorriso na cara. Tenho a imensa sorte de poder ter bastantes amigos, e participar na vida do país – e estudar numa das melhores universidades do mundo! Espero em 2017 poder participar nas celebrações dos 100 anos deste fantástico pais!

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actualizados 03-01-2017


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